Entre os signatários estão Joaquin Phoenix, Joel Coen, Todd Haynes, Hannah Einbinder, Ilana Glazer e Tony Kushner.
Via Tribune: Mark Ruffalo recebeu apoio público de mais de 170 artistas, escritores, cineastas e outras figuras públicas judias depois que a Paramount acusou o ator de usar estereótipos antissemitas em suas críticas à empresa e à sua proposta de fusão com a Warner Bros. Discovery.
A carta aberta, publicada na terça-feira, 1º de setembro, descreve as acusações contra Ruffalo como uma “campanha difamatória ultrajante” e argumenta que as acusações de antissemitismo estão sendo usadas para silenciar as críticas a Israel, ao poder corporativo e ao acordo proposto entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery.
Entre os signatários estão Joaquin Phoenix, Joel Coen, Todd Haynes, Hannah Einbinder, Ilana Glazer, Tony Kushner, Emma Seligman, Wallace Shawn e Jane Schoenbrun. A carta afirma que a fusão proposta consolidaria ainda mais o controle da indústria do entretenimento e ameaçaria empregos, concorrência e criatividade.
A controvérsia começou depois que Ruffalo criticou a fusão proposta e expressou preocupação com a relação da Oracle com Israel. Em uma publicação nas redes sociais, ele relacionou os interesses comerciais da família Ellison e a tecnologia da Oracle às operações militares de Israel e à guerra em Gaza.
Posteriormente, a Paramount acusou Ruffalo de usar tropos antissemitas no que a empresa descreveu como uma disputa comercial. Ruffalo rejeitou a alegação, argumentando que críticas às ações do governo israelense, a contratos de tecnologia militar ou a executivos de empresas não devem ser confundidas com críticas ao povo judeu.
A nova carta contesta veementemente a posição da Paramount. Os signatários argumentam que estabelecer conexões entre os eventos em Gaza e os acontecimentos em Hollywood não é antissemita e afirmam estar ao lado de Ruffalo contra o que consideram um uso indevido de acusações de antissemitismo.
“Apontar as conexões cruciais entre o que está acontecendo em Gaza e o que está acontecendo em Hollywood é exatamente o oposto do antissemitismo”, afirma a carta.
O cineasta judeu Jonathan Glazer também defendeu Ruffalo, argumentando que rotulá-lo de antissemita por suas críticas à fusão proposta poderia ser usado para desencorajar o debate legítimo sobre a consolidação corporativa e a propriedade dos meios de comunicação.
A disputa surge em meio à proposta da Paramount de adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 111 bilhões, um negócio que tem gerado questionamentos sobre a futura propriedade e concentração das principais empresas de mídia de Hollywood. Ruffalo tem sido uma das figuras proeminentes do entretenimento a se opor publicamente à fusão.
A crescente reação negativa dividiu Hollywood, com os apoiadores de Ruffalo argumentando que suas críticas devem ser entendidas como oposição a ações corporativas e políticas, e não como hostilidade contra o povo judeu, enquanto a Paramount e outros críticos sustentam que parte de sua retórica ultrapassou os limites do antissemitismo.
